quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Desmemória.

Fugindo do que não se escapa,
escapando de uma vida infame,
mais infame é a curva da estrada,
que seguindo não se acha volta,
que lembranças não encontram sinapse,
que o pulso perde todo o compasso.

Descompasso de emoções passando,
de quem fica,
enterrando abraço,
esquecendo jeito e acostumando dor.

E se o futuro do enterrar é esquecer,
esqueço em mim de ti um pedaço,
pois quem foi, levou consigo espaço,
difícil, pois, impossível preencher.

In memorian.
Thiago Santos Ferreira.

c.t.

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