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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Fim.

Talvez as coisas sejam isso, finais.
Tudo nasceu pra findar e pra não durar,
pelo menos pra mim.
Não tenho pretensão de por a culpa na sorte,
nem no cupido,
muito menos no destino.
Sei que tudo acontece porquê foi levado a acontecer.
São caminhos e escolhas,
vias e acessos,
que eu sei que escolhi e que me levaram a esse desfecho.
No final de tudo,
sei que a culpa é unicamente minha,
da minha mente vadia que sonha demais,
fantasia demais,
e anseia demais pelo que não faz o mínimo sentido.
E assim,
simplesmente assim,
acaba.
Fim.

c.t.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Pódio.

Não tem mágoa,
nem tem lágrima,
o que ficou foi só lástima,
que pena,
eu tinha muito pra dar,
mas não são todos que sabem enxergar,
e aproveitar,
sentimento verdadeiro que alguns tem pra doar.
E talvez eu já soubesse,
que ia dar em sacanagem,
mas a teimosia é pertinente,
e sempre falta coragem,
de se valorizar,
e se pôr em primeiro lugar,
ser mais dura,
ser mais firme,
com quem só quer magoar,
embaralhando a mente,
mentindo que nem sente,
acabando com um futuro,
que podia ser da gente,
mas acabou em memória,
(e que história!)
agora é seguir em frente.
Fé na vida e na bondade,
tenho fé que a humanidade,
ainda será melhor,
fé nos sonhos,
fé no amor,
e fé na divindade maior.
Não tô aqui reclamando,
tampouco me comparando,
com o criador do mundo,
mas te digo com clareza,
e tenha toda a certeza,
somos Ele e eu em primeiro,
você que fique em segundo.

c.t.

domingo, 21 de dezembro de 2014

(Meu) fim.

Por vezes me perguntando,
por outras imaginando,
quando e como será minha morte.
Pode ser por falta de equilíbrio,
que eu caia num buraco,
ou temendo tanto a morte,
me sufoque dentro de um quarto.
Pode ser esmagamento,
ou por queda na ladeira,
um passo em falso num momento,
e em seguida, falecimento.
Pode ser falta de ar,
pode ser em alto mar,
em uma tarde de verão,
que haja uma simples explosão,
da minha embarcação.
Pode ser por indecisão,
pulo do penhasco ou não?
Pode ser por acidente,
das tragédias de avião.
Pode ser de dor de dente,
ou de dor no coração.
Pode ser de sentimento,
carência ou depressão.
Pode ser de tiro ou faca,
e pode ser de gente,
pois gente também mata,
muito mais que se imagina.
Pode ser que eu seja assaltada,
virando na próxima esquina.
Pode ser que me magoem tanto,
que não suporte minha triste sina.
Pode ser de doença,
ou até de velhice,
considero a pior morte a da mesmisse,
e que triste partida,
é a morte que acontece em vida.
Mas pode ser que eu me sufoque,
que com corda eu me enforque,
ou com frequência eu me estresse,
e nada mais me importe.
Pode ser afogamento,
ou cair no esquecimento,
talvez até ser merecimento,
pode ser que em algum momento,
simplesmente chegue a morte,
e me leve como um vento.
Pode ser dormindo,
pode ser assistindo,
pode ser caminhando,
pode ser lamentando,
pode até ser me esquivando,
do meu próprio fim.
Ou talvez eu tenha a sorte de que o próprio mundo se acabe antes de mim.

c.t.

domingo, 9 de novembro de 2014

Natureza morta.

Preciso dormir.
Mas a cabeça pensa,
o coração repensa...
Vale mesmo a pena,
me sentir assim?
Atordoada, sem entender nada.
Suas atitudes, uma charada!
E me fazem imaginar...
O que você faria,
se estivesse em meu lugar?
Nada?
Ou deixaria rolar?
Suas intenções eu conheço,
acontece que eu não mereço,
ser sempre a opção do fim.
Só aparece quando nada mais da certo,
quando quem você realmente quer não está perto,
é muito difícil pra mim.

(O que a gente sente,
é como uma flor,
que brotou de dentro,
puro sentimento...

Cortaram-lhe o caule,
puseram-lhe numa jarra,
esperando mantê-la sempre linda assim...

Mal sabiam eles,
que com o tempo apodrece,
morre, desvanece...
Até as mais belas flores tem seu fim.)

c.t.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Desmemória.

Fugindo do que não se escapa,
escapando de uma vida infame,
mais infame é a curva da estrada,
que seguindo não se acha volta,
que lembranças não encontram sinapse,
que o pulso perde todo o compasso.

Descompasso de emoções passando,
de quem fica,
enterrando abraço,
esquecendo jeito e acostumando dor.

E se o futuro do enterrar é esquecer,
esqueço em mim de ti um pedaço,
pois quem foi, levou consigo espaço,
difícil, pois, impossível preencher.

In memorian.
Thiago Santos Ferreira.

c.t.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Enxurrada.

Se fores embora não deixe vestígios,
de todas as coisas que juntos vivemos,
Se fores embora que vá como a chuva,
que limpa nos cantos, que lava os venenos…

E tal como a água, evaporaremos.

c.t.

Libertação.

Amanhece - não há estrangulamento,
abro os olhos e não sinto dor,
desapodero-me do que tanto quero,
descontento-me do profundo amor.

Aliviando-me do peso da não correspondência,
aceito de bom grado teu dessabor,
que modéstia a parte, não me faz carência,
não mereço pouco, não mendigo amor.

Paciência - tão se faz presente,
em coração aberto, pétala de flor,
amanhece plena, sabe certamente,
pousará de novo, nela beija-flor.

c.t.

Tudo tem seu fim.

Por fora, emocional inabalado,
compreensível, confortável, conformado.
Por dentro, tudo inteiro atormentado,
esgana e tortura sofrer calado.

Mal sabe o quão intensa a dor que brado,
no ai da minha boca mal falado,
saber por mim não teves nem pecado,
somente um bem querer desmiolado.

Por fim, o sentimento abandonado,
não quer, mas por me ter paralisado,
em algures do meu peito está firmado,
e o fim do sofrimento enfim, findado.

c.t.