Os dias vão ficando mais difíceis e as noites, mais longas. É muito estranho perceber-me sozinha mais uma vez no universo. Abandonar os velhos hábitos, é torturante. É um combinado de não mais oi com não mais tchau, não mais cabelo com não mais pele, não mais unha com não mais boca, não mais eu e você com não mais você. Não mais você. Não mais você… Não mais. Não deu. Fui forçada mais uma vez a ser egoísta, a sentir raiva, a chorar compulsivamente. A vida tem sido bastante dura comigo… Me completar tem sido meu pior pesadelo no mundo real. E diante de tanto sentimento não correspondido, olho pra dentro e enxergo um modelo básico de existência, tomado pela configuração básica de não ser só, tomado pela necessidade urgentíssima de não ser nó, desses que quando se apertam e se esquecem, endurecem, e não há como desfazer…
c.t.
Nenhum comentário:
Postar um comentário