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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

The Death.

Dark are the heaven, the moon,
and all the things above.
There's putrid smell of unliving things,
rising up of the road.

It's the Death,
owner of everything,
witch comes for us all.

There's darkness, and loneliness,
and heart-breaking pain,
the sky spills it's sorrow,
pouring, calmaly, it's the rain.

It's the Death,
owner of everything,
witch comes for us all.

The night scary creatures,
oh, such insolent creatures,
laugh while torment the dreams,
of the poor souls with no future.

It's the Death,
owner of everything,
witch comes for us all.

Silently it aproaches, quickly for those,
crushed to the wall,
faded to finally fall and fall and again fall,
into an endless black hole.

It's the Death,
owner of everything,
witch comes for us all.

c.t.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Escolha como morrer.

Tem gente que inunda aos poucos,
tem gente que é enxurrada.
Das duas, uma:
Ou te afogam lentamente,
ou saem pela porta dos fundos,
levando tudo o que há no caminho.

c.t.

domingo, 21 de dezembro de 2014

(Meu) fim.

Por vezes me perguntando,
por outras imaginando,
quando e como será minha morte.
Pode ser por falta de equilíbrio,
que eu caia num buraco,
ou temendo tanto a morte,
me sufoque dentro de um quarto.
Pode ser esmagamento,
ou por queda na ladeira,
um passo em falso num momento,
e em seguida, falecimento.
Pode ser falta de ar,
pode ser em alto mar,
em uma tarde de verão,
que haja uma simples explosão,
da minha embarcação.
Pode ser por indecisão,
pulo do penhasco ou não?
Pode ser por acidente,
das tragédias de avião.
Pode ser de dor de dente,
ou de dor no coração.
Pode ser de sentimento,
carência ou depressão.
Pode ser de tiro ou faca,
e pode ser de gente,
pois gente também mata,
muito mais que se imagina.
Pode ser que eu seja assaltada,
virando na próxima esquina.
Pode ser que me magoem tanto,
que não suporte minha triste sina.
Pode ser de doença,
ou até de velhice,
considero a pior morte a da mesmisse,
e que triste partida,
é a morte que acontece em vida.
Mas pode ser que eu me sufoque,
que com corda eu me enforque,
ou com frequência eu me estresse,
e nada mais me importe.
Pode ser afogamento,
ou cair no esquecimento,
talvez até ser merecimento,
pode ser que em algum momento,
simplesmente chegue a morte,
e me leve como um vento.
Pode ser dormindo,
pode ser assistindo,
pode ser caminhando,
pode ser lamentando,
pode até ser me esquivando,
do meu próprio fim.
Ou talvez eu tenha a sorte de que o próprio mundo se acabe antes de mim.

c.t.

sábado, 25 de outubro de 2014

A vida e o tempo.

Que vida é essa?
Que nem bem estréia e já tende a findar,
não nos permitindo conquistar,
em tudo faz decepcionar,
impedindo a gente de caminhar...

Que vida é essa?
Que escolhe bem poucos pra acalentar,
e alguns, parece que gosta de ver penar,
e sofrer, e chorar, e se culpar,
no vazio procurar se abrigar,
nos outros, não mais confiar,
do universo querer se afastar...

Que vida é essa?
Que arranca de nós o que há de melhor,
apaga sorriso e faz nó,
criando fundo em nós mal pior que pode haver,
e faz um fim de linha almejar:
deixar se acabar ou subitamente morrer...

Que vida é essa?
Será que é a única que há?
Não existe outra onde eu possa sonhar,
me curar, repousar?
Do corpo cuidar,
a mente engrandecer,
o espírito elevar,
o coração aquecer,
as feridas lavar,
a verdade escolher,
junto aos meus, celebrar,
perdurar, perecer,
e assim ver passar todas as eras do tempo,
enquanto houver tempo a correr...

c.t.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Desmemória.

Fugindo do que não se escapa,
escapando de uma vida infame,
mais infame é a curva da estrada,
que seguindo não se acha volta,
que lembranças não encontram sinapse,
que o pulso perde todo o compasso.

Descompasso de emoções passando,
de quem fica,
enterrando abraço,
esquecendo jeito e acostumando dor.

E se o futuro do enterrar é esquecer,
esqueço em mim de ti um pedaço,
pois quem foi, levou consigo espaço,
difícil, pois, impossível preencher.

In memorian.
Thiago Santos Ferreira.

c.t.