Quando tudo parece perdido, me obrigo a lembrar... Das coisas que vivi, das que não vivi (por não saber), das que não quis viver e das que daria tudo para ter vivido. E agradeço em boa oração por cada uma delas. Sou grata por todo flash de memória, por todo milissegundo de vida, por toda ação e reação acontecida, por toda coincidência, toda agonia, toda felicidade e toda incerteza. Pois cada um desses eventos aleatórios de vida me fez ser quem hoje sou. Se compreendo as pessoas, é porquê já tive toda sorte de experiências com elas. Se sou uma boa pessoa, é porquê aprendi com a maldade que vale a pena espalhar sorrisos pelo mundo. Se tenho histórias para contar, é porquê tive a oportunidade de vivenciar cada uma delas de forma única e extrair de todas alguma coisa que me movesse, que me impulsionasse a buscar o melhor da vida, o melhor das pessoas e principalmente o melhor de mim mesma. Sou grata à bondade do mundo, à conspiração do universo e à onipotência divina, e principalmente, sou grata por sempre poder recomeçar. E peço à essa força maior que domina o ar que respiro, que faça valer minha estadia nesse plano para que eu não me permita entristecer, para que eu não me permita desistir, para que a vida tenha ainda mais vida, dentro do meu fim e recomeço diário.
c.t.
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