O barulho ensurdecedor do silêncio que habita em meu ser,
segue emudecendo palavras,
transparecendo-se em lágrimas,
num entretempo que demora demais de correr.
Entre o avesso do certo e o verso do incerto,
eu sou só o que há,
pura, dissonante, empobrecida,
buscando fôlego,
me afogando em vida,
atravessando a cidade,
inerte, pedindo piedade,
balbuciando rios de verdade,
pois sal também é falar.
Sal é gritar, sal é implorar.
Sal é suplicar pra você não me matar...
Por favor,
não sinta, não fale, nem peça.
Apenas me deixe chorar e sonhar.
c.t.
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