Existem os poetas da alegria,
e os poetas da agonia.
Os poetas da dor e os da felicidade,
os poetas da mentira e os da verdade,
os que falam da bondade,
os que falam da maldade,
uns que falam da velhice,
outros da jovialidade.
E eu?
Que poeta sou eu?
Do que falo?
O que sinto?
Do que é feita minha energia?
Assumo, desmascaradamente:
sou a poeta da melancolia!
É o que me move,
o que me inspira,
o que me faz ser natural,
foi em minha mais profunda tristeza,
que desenvolvi meu instinto poético sentimental.
É dela que me alimento,
é nela que me fortaleço,
ninguém merece ser triste,
eu sei, também não mereço!
E não é por ser dela poeta,
que vivo o tempo todo assim...
Mas é através dela que encanto,
com minhas palavras,
até com meu pranto.
Então te peço tristeza,
se faça presente em mim,
que seja bela, de todo jeito,
na prosa ou poesia, enfim.
c.t.
Um comentário:
Eu diria que vc é uma clássica poeta da alma, como está em nosso bate-papo! rs
Lindo, princesa!
Vc arrasa.
Escreva sempre e nos presenteie com sua beleza que vai além!
Beijocas, Cinha!
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