Te vi de perto,
sorriso aberto,
contive o encanto,
mas algo em mim havia desperto,
novamente iria te encontrar.
Te vi de longe,
e de lá de baixo,
foi novamente encanto...
Era um sorriso que vibrava,
uma voz que cativava,
mãos certeiras,
toque e canto.
Lá pras tantas,
tomei coragem,
e um pouco tonta,
te chamei pra dançar.
Mão na nuca, mão nas costas,
enquanto a gente rodava,
sentia meu mundo girar.
Parece que tudo era fluido,
não havia chão,
nem música,
nem sentido,
nem corpo,
nem vida,
nem cheiro,
nem ar.
(Mas não tinha mesmo ar!)
Faltou, quando você me apertou,
e em meu ouvido começou a cantar.
"Morena..."
Foi só o que consegui identificar.
Dali a diante, completamente inebriada,
nada mais parecia importar.
Foi quando a música acabou,
e a gente se separou,
enfim, tudo voltou pro lugar.
Mas entre todas aquelas pessoas,
mesmo de longe,
não paramos de nos olhar,
e desejar de novo dançar...
Foi quando a festa acabou: e agora?
Eu tinha que ir embora!
Não havia como ficar!
"Fica!", pedia manso,
e eu com agonia e pranto,
lhe disse: "Vou retornar.".
Voltei!
Outro dia, outro lugar,
outro forró, lindo luar,
cheiro de areia, brisa do mar.
De novo rodamos e nos apertamos,
aquela vontade de nos ver matamos... Ah!
Mas algo faltava, para completar.
E enfim, juntos dois corpos,
finalmente sem vergonha expostos,
dançando um manso xote,
a se beijar...
c.t.
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