Quantas vezes fui porto seguro,
abrigo, calmaria, compreensão.
Quantas vezes suportei teus erros,
perdoei seus deslizes,
em nome do coração.
Quantas vezes tomei pra mim tua dor,
e senti todo dessabor,
da tua mera ignorância.
Quantas vezes sofri calada,
e chorei, amargurada,
ao sentir nossa distância.
Quantas vezes me vi solitária,
na imensidão dos meus lençóis sujos.
Quantas vezes ouvi tão perplexa,
a intensidade dos teus absurdos.
Quantas vezes pedi que escolhesse,
entre mim e o avesso,
entre o céu e o chão.
Mas me deste somente revolta,
o fel da derrota, e ingratidão.
c.t.
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