Quando tudo o que restar for ouvir, ouça.
Aceite. Entenda. Siga em frente.
E lembre-se que aceitar não significa entender,
e entender não significa não sentir dor.
Mas seguir em frente,
sempre vai ser seguir em frente.
c.t.
Quando tudo o que restar for ouvir, ouça.
Aceite. Entenda. Siga em frente.
E lembre-se que aceitar não significa entender,
e entender não significa não sentir dor.
Mas seguir em frente,
sempre vai ser seguir em frente.
c.t.
Ela disse:
I love you.
Ele ouviu.
Respondeu:
I'm sorry.
E partiu.
E nevermore,
ela sorriu.
c.t.
Sou muitas, sou tantas,
mas entre todas, sou o abismo,
entre o pior e o melhor de mim mesma.
c.t.
Trilhei infindos caminhos,
perdi-me em becos estreitos,
em vias incertas,
talhei desvios quase perfeitos.
De janelas abertas,
vento despenteando os cabelos,
a mão que guia é distinta.
Sou passageira de estórias alheias,
bem formadas,
até bem vindas,
enraizadas,
e não findas.
Atropelei destinos,
anelando fossem meus,
não sendo assim,
desvaneceram diante de mim,
sem ao menos dizer adeus.
Estava na via errada.
Descobri que não há estrada.
E não existe nada.
Nada que penso,
nada que quero.
Nada mais espero.
c.t.
Ando sentindo falta.
Falta de atenção,
de cuidado,
de carinho mútuo.
Ando sentindo falta de tumultuo,
de gente que more ao lado,
na primeira porta a esquerda,
na primeira casa virando a esquina,
ao alcance das mãos,
dos olhos,
do coração e das lágrimas.
Ando sentindo falta da presença.
Da conversa,
do companheirismo,
ando sentindo falta de algum sorriso,
de alguma aventura na selva,
deitar na grama,
no colo,
ou na cama,
de falar de cores,
e sentir tremores.
Ando sentindo falta de coisas que não são minhas,
e que talvez nunca serão.
Ando sentindo falta de coisas que quero que sejam minhas,
e que talvez nunca serão.
c.t.
Enrolo,
admiro as horas.
Pondero,
muitos são teus muros,
tuas interrogações,
e tuas demoras.
Viro-me,
sem ter norte...
fixo infinito colchão,
fronha e lençol.
Respiro profundo,
teu doce libido,
em minha mão.
Não raiou dia,
já me acho vazia,
sentindo tua ausência,
'qual não há fundamento existir.
Na falta,
moldo-me ao travesseiro,
sonhando acordada contigo primeiro,
pra depois dormir.
c.t.
É como se o universo me dissesse não para cada nova oportunidade que à mim surge.
Não, mesmo diante de todo sofrimento que só, suportei,
não, mesmo a cada carinho novo e verdadeiro, ainda que seja recheado só de segundas intenções.
Porquê não pode ser realidade?
Me diz porquê a mentira não pode se tornar verdade?
Não.
Comigo é só não.
Comigo é sempre assim,
desejo, depois aversão,
estadia, depois fuga,
companhia, depois solidão.
O contrário de mim sempre me prendeu,
o que não posso ter sempre me encheu os olhos,
quero o impossível,
busco o improvável,
e sofro com as respostas,
com as idas e com as decepções.
Tudo o que sempre amei, amei só.
Amei, esperando o melhor,
e findei amargando o pior.
E mesmo lutando, sofrendo, chorando e querendo mudar o rumo das coisas,
de uma vez por todas a gente acaba se acostumando com o destino que o cosmos prepara pra nós.
Então parei de correr.
Por fim, cansei de sofrer.
E quer saber?
Ando apostando todas as fichas que tenho,
que aqui, nesse mundo,
nasci pra só ser.
c.t.
De tanto gosto,
nasceu tal desgosto.
(Tem Pena de Mim!)
Té que a ti maltrate,
só por ser sexo oposto.
c.t.
Vejo olhos de gato.
Eu, como bom rato,
desacho e disparo pelas escadas.
Quiçá qualquer dia,
me ache e me rasgue,
com tuas garras afiadas.
c.t.
Hoje, passaste por mim.
Hoje, voltei a ver-te,
depois de algum tempo.
Estava lindo,
parecia leve,
o contrário de mim,
que tentando ser breve,
fingi calma e sorri.
Hoje, passaste por mim.
Estava lindo,
(Já disse isso?),
e como por feitiço,
não desgrudei os olhos de ti,
mas tu não sorriu,
e tentando ser natural,
fingiu que não me viu.
c.t.
Te espantas quando digo:
"Te gosto,
me queres,
porém se a liberdade preferes,
voe."
Não te prenderei em gaiolas,
tampouco me prenderei a ti.
Imenso céu,
e tamanha felicidade desejo-te,
Colibri.
c.t.
[Inspiração.]
De onde vem a minha?
Talvez escreva melhor quando estou sozinha.
Pensante,
sofrente,
ouvinte,
chorante,
calante diante do aperto na garganta e da lágrima que escorre,
permitindo que a palavra cante e encante no papel.
Talvez escreva melhor quando me sinto no céu.
Quando tenho felicidade,
quando me sinto inteira,
completa,
infinidade,
deixando a certeza do sentimento,
permitir que quem me leia me entenda,
sem nenhum tipo de desentendimento.
Talvez eu escreva melhor quando escrevo com o coração.
Quando estou cheia,
repleta,
completa,
de gratidão e retribuição.
Talvez eu escreva melhor quando estou neutra.
Sem estímulo,
sem razão,
sem nenhum tipo de emoção,
sem nexo,
perplexo,
sem nenhum tipo de conexão,
que dê sentido as palavras que escrevo.
Talvez escreva melhor quando bebo.
E os floreios somem,
assumo a forma inebriada,
bêbada,
dissimulada,
ardente,
quente,
pegando fogo,
sem ninguém ao meu dispor.
Talvez eu escreva melhor no dissabor.
No desagrado,
no estado crítico de alguém que não é amado,
nem correspondido,
com o coração partido,
com a alma sentindo dor.
Enfim,
talvez eu escreva melhor quando ela vem,
sem freio,
meio no desajeito,
tombando na minha frente,
pois ela vem de onde tem e quando se sente,
vem certeira,
vem inteira,
vem metade,
vem título,
vem começo,
vem parêntese,
vem síntese,
vem fim.
Vem fundo,
vem tudo,
gritando,
batendo,
precisando ser escrita,
vista,
ouvida,
precisando simplesmente existir.
Inspiração,
minha querida,
seja de qualquer jeito bem vinda,
pois poetisar é minha vida, sim.
Sem ti,
morro eu,
e toda a poesia oprimida dentro de mim.
c.t.
O que acontece com o tempo,
quando o tempo não está?
Ter tempo é estar vivo,
ou é à vida que o tempo dá?
Existe tempo dentro do vácuo,
que é quando vida não há?
E se não há vida não há tempo,
pros mortos há tempo, será?
Será que o tempo pós mortem,
é parecido com o tempo de cá?
Contando do início dos tempos,
que idade o tempo terá?
Ser vivo é ter tempo,
ou é o tempo que à vida dá?
Tempo,
me dê um pouco mais de tempo,
para sobre o tempo ponderar.
(...)
Pondero... e zás!
Perco-me no tempo/espaço,
e vagando num looping anormal,
descubro que o tempo é atemporal.
c.t.
Balanço de mar,
energia,
da proa,
à popa,
polpa de vida,
quentura de sol,
sol do bom,
"pra ficar melhor,
só rolando um som...",
pra acalentar,
no vai e vem do mar,
sentindo o sal,
e o cheiro da brisa.
É maresia.
Combinação perfeita...
Mar e poesia.
c.t.
Ela tem os cabelos longos,
iguais aos das sereias,
que paralizam com sua beleza.
Mas ela não te domina,
pelo contrário:
te solta,
te deixa livre,
e acredite você sempre volta,
rendido,
sorrindo,
bobo com seu encanto.
Ela vai consolar teu pranto,
não vai te deixar cair,
vai te animar,
te fazer não desistir,
vai ser fortaleza ao teu lado,
vai correr ao teu lado,
e vai estar onde for por você.
Ela vai te fazer entender,
que a vida é bela,
que todas as coisas valem a pena,
até as que a gente pensa que não,
e que como as folhas que caem no chão se transformam,
tudo se renova.
Ela gosta de bossa nova,
coisas simples,
brisa leve,
acelerado mesmo,
é só o solado do pé que ama o forró,
e dá um nó na mente de quem observa.
Ela tem um sorriso que emudece,
e é tão sincero que até parece irreal,
sério, ninguém nesse mundo tem um sorriso tão convidativo,
nem tão original.
Ela enxerga coisas em nós que nem nós mesmos conseguimos ver,
digo por experiência própria,
pois ela viu em mim coisas que nem eu mesma acreditava que tinha.
Ela em um tipo de "inocência adulta consciente", se é que você me entende...
Pra quem pensa que ela é boba,
muito se engana!
Ela tem aquele jeito bacana,
de dizer "Mais que banana!",
quando algo não dá certo.
É das frutas a mais doce.
É das jóias a mais preciosa.
É amiga, minha amiga,
nossa amiga,
amiga de quem souber enxergar,
a singularidade que ela tem.
Mas é certo que pra ela,
tudo se rende.
Ela é única!
Ela é a pedra mais rara!
Te amamos,
Indy(rara).
Indyara.
c.t.
Não espere.
Preste atenção, isso é muito sério:
não espere nada, de ninguém.
Se ame, se cuide e se baste,
é certo o que dizem por aí,
o resto realmente vem.
E vem melhor, por que é inesperado,
muito melhor, por que não foi planejado,
nem calculado em noites de extrema insônia.
O que tiver que ser analisado, que seja,
quanto ao resto, parcimônia.
Não perca o sono, não se abandone, não desespere.
Pondere,
vale a pena esquecer de si mesmo,
pra lembrar de quem sempre te esqueceu?
Apenas siga em frente, sempre em frente,
e lá na frente encontrará o que é por direito teu.
c.t.
Aprendi que tristeza,
não prejudica beleza.
Nem de fora e nem de dentro.
(E isso não quer dizer fingimento.)
Posso estar sofrendo ainda,
mas estou sofrendo linda!
c.t.
Seu menino, vou te contar,
essa tal de esperança,
escolhe cada hora pra aparecer!
No último segundo,
que antecede o respiro profundo,
de quem quer vencer,
ou de quem não quer perder,
daquele que espera pela cura,
em agoniante caminhadura,
daquele que sonha,
daquele que realiza,
daquele que busca por qualquer coisa e acredita,
é aí que ela simplesmente acontece,
e florece,
no começo tímida, meio sem querer,
logo depois (coisa de um instante),
já era, toma conta de você.
E a danada vem cheia de sensações:
arrepios,
lágrimas e suspiros,
dedos cruzados,
olhos cerrados,
suor frio,
boca seca,
figa,
diga,
se não fosse ela,
a meter o pé na porta e fazer o pessimismo sair de fininho pela janela,
o que seria de nós, seu menino?
Simplesmente nos renderíamos à todas as pedras do caminho?
Valeria mesmo a pena continuar com essa andança?
Em um súbito desatino,
dos muitos que me causa essa vida sem destino,
mesmo com todos os contras,
seu menino, eu prefiro ter esperança.
c.t.
Através das frestas da cortina,
e pelas paredes da minha retina,
enxergo os primeiros vestígios,
de um sol que não me representa.
Ele tenta,
e parece estuprar-me com sua beleza estonteante,
e a forma das nuvens algodão-rosé,
que tem este tom de nome ridículo que acabei de criar,
de algum modo me faz lembrar você.
Janela indelicada,
favor calar os raios da manhã,
e trazer de volta o breu da noite,
que tal qual meus sentimentos vis,
a própria enxurrada da madrugada,
não foi capaz de lavar.
*Encolho-me na cama.*
Oração.
Soluçar.
Pai nosso que estás neste céu,
não deixe-me cair de novo em tua tentação,
e livrai-me do mal da tortura de ainda te amar.
c.t.
Avisto um fim,
trágico ou nem tanto assim?
Previsão de decepção?
(Cuidado, não deixem quebrar seu coração!)
Arrepia.
Incentiva.
Precipita.
Incita.
Incapacita.
Confie, acredite,
são rasgões a facão no destino,
estas vias, de dar certo ou não.
Opinião sentida,
de uma certeza advinda de um sentimento emoção.
Certeira idéia,
pairando na mente,
que no corpo se sente,
intermitentemente?
É intuição.
c.t.
Meu amor se parece com algo quebrado,
que precisa com urgência ser resetado,
remendado,
ou refeito.
Socorro!
Meu amor está com defeito!
Já não era perfeito,
e talvez não se regenere de nenhum jeito.
(Talvez nem valha a pena o conserto...)
c.t.
Não tem mágoa,
nem tem lágrima,
o que ficou foi só lástima,
que pena,
eu tinha muito pra dar,
mas não são todos que sabem enxergar,
e aproveitar,
sentimento verdadeiro que alguns tem pra doar.
E talvez eu já soubesse,
que ia dar em sacanagem,
mas a teimosia é pertinente,
e sempre falta coragem,
de se valorizar,
e se pôr em primeiro lugar,
ser mais dura,
ser mais firme,
com quem só quer magoar,
embaralhando a mente,
mentindo que nem sente,
acabando com um futuro,
que podia ser da gente,
mas acabou em memória,
(e que história!)
agora é seguir em frente.
Fé na vida e na bondade,
tenho fé que a humanidade,
ainda será melhor,
fé nos sonhos,
fé no amor,
e fé na divindade maior.
Não tô aqui reclamando,
tampouco me comparando,
com o criador do mundo,
mas te digo com clareza,
e tenha toda a certeza,
somos Ele e eu em primeiro,
você que fique em segundo.
c.t.