quinta-feira, 2 de julho de 2015

Invisível.

Ando sentindo falta.
Falta de atenção,
de cuidado,
de carinho mútuo.
Ando sentindo falta de tumultuo,
de gente que more ao lado,
na primeira porta a esquerda,
na primeira casa virando a esquina,
ao alcance das mãos,
dos olhos,
do coração e das lágrimas.
Ando sentindo falta da presença.
Da conversa,
do companheirismo,
ando sentindo falta de algum sorriso,
de alguma aventura na selva,
deitar na grama,
no colo,
ou na cama,
de falar de cores,
e sentir tremores.
Ando sentindo falta de coisas que não são minhas,
e que talvez nunca serão.
Ando sentindo falta de coisas que quero que sejam minhas,
e que talvez nunca serão.

c.t.

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