sábado, 4 de julho de 2015

Passageiro.

Trilhei infindos caminhos,
perdi-me em becos estreitos,
em vias incertas,
talhei desvios quase perfeitos.
De janelas abertas,
vento despenteando os cabelos,
a mão que guia é distinta.
Sou passageira de estórias alheias,
bem formadas,
até bem vindas,
enraizadas,
e não findas.
Atropelei destinos,
anelando fossem meus,
não sendo assim,
desvaneceram diante de mim,
sem ao menos dizer adeus.
Estava na via errada.
Descobri que não há estrada.
E não existe nada.
Nada que penso,
nada que quero.
Nada mais espero.

c.t.

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