quinta-feira, 28 de abril de 2016

Fim.

Talvez as coisas sejam isso, finais.
Tudo nasceu pra findar e pra não durar,
pelo menos pra mim.
Não tenho pretensão de por a culpa na sorte,
nem no cupido,
muito menos no destino.
Sei que tudo acontece porquê foi levado a acontecer.
São caminhos e escolhas,
vias e acessos,
que eu sei que escolhi e que me levaram a esse desfecho.
No final de tudo,
sei que a culpa é unicamente minha,
da minha mente vadia que sonha demais,
fantasia demais,
e anseia demais pelo que não faz o mínimo sentido.
E assim,
simplesmente assim,
acaba.
Fim.

c.t.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Para onde vão os pássaros quando chove?

Para onde vão os pássaros quando chove?
O quê abriga essas coisas bonitas e puras e impede que se molhem?
Quero saber onde é esse lugar seguro,
para quando chover dentro (e fora) de mim,
eu possa correr para ele quando tudo ficar escuro.

c.t.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Brincadeiras a parte...

Ainda não consegui entender a falta de senso de alguns seres humanos para com certas temáticas. Falando diretamente, é tão mais fácil ser o tipo de pessoa que não brinca pra dizer o que pensa. É simplesmente não rir que nem bobo pra dizer que quer, nem que não quer, é não fazer piada quando o assunto é sério para assim jogar com o sentimento e a inteligência alheia, tampouco ser mesquinho ao ponto de achar que o outro tem que entender, concordar e aceitar seu péssimo gosto em escolher palavras. Entenda, o que você pensa e principalmente o que você quer, é um problema único e exclusivamente seu. Nada, motivo algum, te dá o direito de induzir seu pensamento ou sua vontade em ninguém. Por falar nisso, tudo o que eu falei, falei brincando. (Mas leve a sério).

c.t.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

The Death.

Dark are the heaven, the moon,
and all the things above.
There's putrid smell of unliving things,
rising up of the road.

It's the Death,
owner of everything,
witch comes for us all.

There's darkness, and loneliness,
and heart-breaking pain,
the sky spills it's sorrow,
pouring, calmaly, it's the rain.

It's the Death,
owner of everything,
witch comes for us all.

The night scary creatures,
oh, such insolent creatures,
laugh while torment the dreams,
of the poor souls with no future.

It's the Death,
owner of everything,
witch comes for us all.

Silently it aproaches, quickly for those,
crushed to the wall,
faded to finally fall and fall and again fall,
into an endless black hole.

It's the Death,
owner of everything,
witch comes for us all.

c.t.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Descarte.

De quanto tempo precisei para dar fé,
do que a muito já estava perdido?
Meses.
E por várias vezes,
me perguntei por onde estavam,
o que faziam,
e porque não apareciam.
É que estavam cada qual com suas vidas,
entre si, unidas.
Enfim.
Era eu,
quem a muito estava perdida.

c.t.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Diferente si.

No princípio, eram diferentes.
Especiais, únicos, incomparáveis.
Cada qual se destacava à sua maneira.
Todavia, eram todos diferentes.
O primeiro, foi diferente.
O segundo, também.
O terceiro, o quarto, o quinto, também.
O sexto também seria?
E o sétimo? Até quando?
Abro os olhos.
Pasmo.
Eram tão diferentes e de repente,
todos tornaram-se iguais.
Agora, não dou mais ligança,
pois excepcionalmente todos, são iguais.
Até que se provem o contrário.

c.t.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Me recuso a afundar.

O novo. Nunca consegui entender o pavor das pessoas em desbravar o desconhecido, seguir em frente, recomeçar. Principalmente se tratando do coração, de sentimento. Se tá ruim, acabe. Se te incomoda, fale, brigue, quebre tudo, mas pelo amor de Deus, dê um jeito. Não acomode, esperando a boa vontade alheia acalmar as tempestades por você. Não-vai-acontecer. O mundo é um lugar de tantas possibilidades e não é possível que as pessoas se conformem com uma única rota. Existe tanta gente nesse mundo esperando uma única oportunidade de fazer o certo, de ser a pessoa certa, e vejo tantas outras com o pensamento de leme preso super errôneo de que precisam estar sempre ali, sofrendo, chorando e lutando contra a maré e engolindo um monte de coisa pra ter meio minuto de falsa calmaria. Ninguém nasceu obrigado a fazer esse tipo de sacrifício. Nem vale a pena se afogar por alguém que não esteja disposto a fazer o mínimo esforço pra te salvar. Não, não tenho medo de mudar, de navegar por novos mares, quase me afogando algumas vezes, quase flutuando em outras, mas sempre, sempre seguindo em frente até encontrar algum porto seguro pra finalmente repousar. Particularmente, meu medo é passar a vida surfando inutilmente numa única onda, tendo o mar inteiro ao meu dispor.

c.t.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Caducou.

O amor caduca.
Mas não desaparece.
Se transforma,
vira rotina.
De acordar,
de dormir,
de assistir,
de brigar,
de estagnar.

E de tanto acostumar,
o amar-se esquece.

c.t.

sábado, 9 de janeiro de 2016

A colecionadora de potes.

O quarto,
escuro.
A estante,
não era tão grande,
nem tão nova.
Era gasta,
corroída pelo passar do tempo.
Em suas prateleiras,
tortas,
a ponto de desmontar,
havia muita poeira.
E em cima dela, potes.
De todos os tamanhos.
Hermeticamente lacrados.
Lacrados para que nada escapasse.
Para que nada,
absolutamente nada,
viesse à tona,
sem ser desejado.
Vedados,
para caírem no esquecimento.
Conteúdo?
Sentimento.
Pra não sofrer.
Pra não doer.
A moça,
guardava suas dores e dúvidas,
em potinhos.
Seguia a vida,
colecionando potes,
pelos caminhos.

c.t.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Na trave.

Iminente gol,
tensa arquibancada.
(Nada se ouve.)
O pé mira.
Sem mira,
não cabe,
bate na trave.
E a mão na testa,
já virou rotina.

Deus meu, até quando,
este senta e levanta,
e o grito entalado na garganta?

c.t.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Escolha como morrer.

Tem gente que inunda aos poucos,
tem gente que é enxurrada.
Das duas, uma:
Ou te afogam lentamente,
ou saem pela porta dos fundos,
levando tudo o que há no caminho.

c.t.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Happy New Year.

"Não mereço! Não quero mais isso pra mim!" Repetia em pensamento, com a cara mais uma vez enfiada no travesseiro, mais uma vez aos prantos, sozinha, mais uma vez com o coração no estômago, na garganta, na boca, fora do corpo, esmagado nas mãos de alguém. Dentro de mim, era onde ele deveria estar. Dentro de mim, deveria morar a força e a vontade de me ver melhor, de me sentir melhor, apesar de tudo.

No meio desse mar de lágrimas penso no que me disseram e no que me fizeram acreditar e consigo perceber o quanto era frágil. Ou talvez fragilidade fosse o nome da sede insaciável que tinha de que alguém ficasse, simplesmente por desejar ficar. Mas enfim, quem nunca? E depois de implantarem em mim o desejo e a vontade de ser preenchida, a solidão não tinha mais o mesmo gosto, nem o mesmo brilho de antes. Doía, machucava a idéia de que novamente estava sozinha não por opção, mas por abandono. E que mais uma vez, eu que me acostumasse e me virasse com isso. É que eu sou "a melhor pessoa do mundo, a que merece todo o carinho, todo o cuidado, toda a atenção, tudo o que há de bom e todo o amor do mundo." Engraçado, quem me diz isso é sempre quem eu quero que diga, mas nunca quem vai fazer isso por mim. Enfim, continuando...

Fechar ciclos por si só tem lá suas vantagens. Sem ajuda, a gente cresce mais, se entende melhor, se cura e se recupera mais rápido dessas agonias. Chega uma hora em que as coisas não machucam tanto. E não significa que a gente não chore, nem sofra, mas tudo fica diferente quando a gente entende que certas coisas não são nossa culpa. Que não somos loucos e nem entendemos nenhuma linha como não deveria ser entendida. Que tudo aconteceu exatamente como deveria acontecer e que nós, no mais puro de nossos íntimos, fomos quem somos e fizemos o que deveria ser feito. (Fui o melhor que poderia ser. Sem-sombra-de-dúvida.)

Inicio este novo ano um pouco mais cética e fria porém um pouco mais certa das coisas que não quero. Não quero mais sofrer! Nem de dor de dente, nem de dor de coração. A paz de espírito que me toma nesse momento confirmando todas as coisas que sinto e almejo, nada e ninguém podem pagar. Sendo assim, entrego meus planos ao universo e espero que alguém lá em cima resolva atender meu pedido. Acho até que já sei quem. "Adeus, 2015. A Deus, 2016."

c.t.