sábado, 9 de janeiro de 2016

A colecionadora de potes.

O quarto,
escuro.
A estante,
não era tão grande,
nem tão nova.
Era gasta,
corroída pelo passar do tempo.
Em suas prateleiras,
tortas,
a ponto de desmontar,
havia muita poeira.
E em cima dela, potes.
De todos os tamanhos.
Hermeticamente lacrados.
Lacrados para que nada escapasse.
Para que nada,
absolutamente nada,
viesse à tona,
sem ser desejado.
Vedados,
para caírem no esquecimento.
Conteúdo?
Sentimento.
Pra não sofrer.
Pra não doer.
A moça,
guardava suas dores e dúvidas,
em potinhos.
Seguia a vida,
colecionando potes,
pelos caminhos.

c.t.

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