segunda-feira, 22 de junho de 2015

Dreamcatcher.

Enrolo,
admiro as horas.
Pondero,
muitos são teus muros,
tuas interrogações,
e tuas demoras.
Viro-me,
sem ter norte...
fixo infinito colchão,
fronha e lençol.
Respiro profundo,
teu doce libido,
em minha mão.
Não raiou dia,
já me acho vazia,
sentindo tua ausência,
'qual não há fundamento existir.
Na falta,
moldo-me ao travesseiro,
sonhando acordada contigo primeiro,
pra depois dormir.

c.t.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Só ser.

É como se o universo me dissesse não para cada nova oportunidade que à mim surge.
Não, mesmo diante de todo sofrimento que só, suportei,
não, mesmo a cada carinho novo e verdadeiro, ainda que seja recheado só de segundas intenções.
Porquê não pode ser realidade?
Me diz porquê a mentira não pode se tornar verdade?
Não.
Comigo é só não.
Comigo é sempre assim,
desejo, depois aversão,
estadia, depois fuga,
companhia, depois solidão.
O contrário de mim sempre me prendeu,
o que não posso ter sempre me encheu os olhos,
quero o impossível,
busco o improvável,
e sofro com as respostas,
com as idas e com as decepções.
Tudo o que sempre amei, amei só.
Amei, esperando o melhor,
e findei amargando o pior.
E mesmo lutando, sofrendo, chorando e querendo mudar o rumo das coisas,
de uma vez por todas a gente acaba se acostumando com o destino que o cosmos prepara pra nós.
Então parei de correr.
Por fim, cansei de sofrer.
E quer saber?
Ando apostando todas as fichas que tenho,
que aqui, nesse mundo,
nasci pra só ser.

c.t.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

N'aqueles dias.

De tanto gosto,
nasceu tal desgosto.
(Tem Pena de Mim!)
Té que a ti maltrate,
só por ser sexo oposto.

c.t.