Seu menino, vou te contar,
essa tal de esperança,
escolhe cada hora pra aparecer!
No último segundo,
que antecede o respiro profundo,
de quem quer vencer,
ou de quem não quer perder,
daquele que espera pela cura,
em agoniante caminhadura,
daquele que sonha,
daquele que realiza,
daquele que busca por qualquer coisa e acredita,
é aí que ela simplesmente acontece,
e florece,
no começo tímida, meio sem querer,
logo depois (coisa de um instante),
já era, toma conta de você.
E a danada vem cheia de sensações:
arrepios,
lágrimas e suspiros,
dedos cruzados,
olhos cerrados,
suor frio,
boca seca,
figa,
diga,
se não fosse ela,
a meter o pé na porta e fazer o pessimismo sair de fininho pela janela,
o que seria de nós, seu menino?
Simplesmente nos renderíamos à todas as pedras do caminho?
Valeria mesmo a pena continuar com essa andança?
Em um súbito desatino,
dos muitos que me causa essa vida sem destino,
mesmo com todos os contras,
seu menino, eu prefiro ter esperança.
c.t.