quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sobre bolos, bondade e sorrisos.

Sair por aí resolvendo os problemas do mundo, ajudando a todos e se anulando, se quebrando, se fudendo e se estrepando. Isso não é ser bom, é ser burro. E as pessoas andam confundindo muito ser bom com ser bobo. A bondade por si só, hoje em dia, não é mais tão gloriosa quanto parece. Quase sempre fazer bondades não significa estar fazendo o melhor pra si mesmo. E me desculpe chegar dessa forma, chutando a porta desse jeito. Assusta, né? Eu sei. Portanto, sem mais delongas, decreto que serei somente justa a partir deste exato momento. Nada mais que justa. Justa tipo: não vou te dar o último e melhor pedaço do meu bolo de chocolate recheado só pra você ficar feliz. (Tá, eu sei que a coisa é mais profunda do que últimos pedaços de bolos.) Justa tipo: eu vou comer esse último e magnífico pedaço de bolo de chocolate recheado e ver o sorriso brotar fácil do MEU rosto. E quem gostar de mim vai sorrir junto comigo.

c.t.

sábado, 10 de outubro de 2015

Na moldura.

O sorriso não nega, nasceu todo felicidade. Sorriso sincero e escancarado, dado, de liberdade. Dum tipo raro de sorrir que quando vem, não tem controle. E inunda o mundo com luz. Ilumina! Deveria ser anticonstitucional fazer-te triste. Ou merecer punição, como se fosse bem errado. Ou maldade, ou ruindade, ou pecado. É sorriso pra guardar num quadro. Perpétuo, eternizado. Tristeza minha, ser a única maneira de tê-lo ao lado.

c.t.