Te espantas quando digo:
"Te gosto,
me queres,
porém se a liberdade preferes,
voe."
Não te prenderei em gaiolas,
tampouco me prenderei a ti.
Imenso céu,
e tamanha felicidade desejo-te,
Colibri.
c.t.
Te espantas quando digo:
"Te gosto,
me queres,
porém se a liberdade preferes,
voe."
Não te prenderei em gaiolas,
tampouco me prenderei a ti.
Imenso céu,
e tamanha felicidade desejo-te,
Colibri.
c.t.
[Inspiração.]
De onde vem a minha?
Talvez escreva melhor quando estou sozinha.
Pensante,
sofrente,
ouvinte,
chorante,
calante diante do aperto na garganta e da lágrima que escorre,
permitindo que a palavra cante e encante no papel.
Talvez escreva melhor quando me sinto no céu.
Quando tenho felicidade,
quando me sinto inteira,
completa,
infinidade,
deixando a certeza do sentimento,
permitir que quem me leia me entenda,
sem nenhum tipo de desentendimento.
Talvez eu escreva melhor quando escrevo com o coração.
Quando estou cheia,
repleta,
completa,
de gratidão e retribuição.
Talvez eu escreva melhor quando estou neutra.
Sem estímulo,
sem razão,
sem nenhum tipo de emoção,
sem nexo,
perplexo,
sem nenhum tipo de conexão,
que dê sentido as palavras que escrevo.
Talvez escreva melhor quando bebo.
E os floreios somem,
assumo a forma inebriada,
bêbada,
dissimulada,
ardente,
quente,
pegando fogo,
sem ninguém ao meu dispor.
Talvez eu escreva melhor no dissabor.
No desagrado,
no estado crítico de alguém que não é amado,
nem correspondido,
com o coração partido,
com a alma sentindo dor.
Enfim,
talvez eu escreva melhor quando ela vem,
sem freio,
meio no desajeito,
tombando na minha frente,
pois ela vem de onde tem e quando se sente,
vem certeira,
vem inteira,
vem metade,
vem título,
vem começo,
vem parêntese,
vem síntese,
vem fim.
Vem fundo,
vem tudo,
gritando,
batendo,
precisando ser escrita,
vista,
ouvida,
precisando simplesmente existir.
Inspiração,
minha querida,
seja de qualquer jeito bem vinda,
pois poetisar é minha vida, sim.
Sem ti,
morro eu,
e toda a poesia oprimida dentro de mim.
c.t.